terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Fox Terrier


O Fox Terrier é uma raça de cão médio-pequeno, originária da Inglaterra.
O tamanho do macho varia entre 37 e 40 cm e pesa geralmente oito quilos. A fêmea é ligeiramente mais baixa e pesa aproximadamente sete quilos.
O Fox Terrier é um cão forte, inteligente, teimoso, persistente, destemido, ativo, afetuoso e, acima de tudo, muito amigo e protetor de seu dono. Apesar de muito amigo do dono, isso não significa que seja um cão de um dono só, pois integra-se muito bem com a família toda, acatando melhor as ordens de quem lhe impõe disciplina e as regras de quem lhe dá carinho.
É um cão com tendência para a guarda e a defesa. Como possui enorme energia, é quase impossível que ele consiga ficar parado cinco minutos seguidos. É indicado para uma família com tempo para o exercitar, passear e brincar, pois é um forte desportista. Se for deixado muito tempo sozinho pode tornar-se destrutivo, estressado e muito barulhento.
São cães muito inteligentes, sensíveis e muito equilibrados, tendo uma personalidade muito hierárquica, tornando a convivência com outros cães muito complicada, com possibilidade da ocorrência de brigas. É um cão que aprende muito depressa, mas prefere, na maior parte das vezes, fazer à sua maneira. Na sua educação, o dono tem de ter pulso firme, pois em caso contrário o cão só vai obedecer para ser recompensado.
Quanto à saúde, como a maior parte dos terriers, o Fox Terrier é um cão muito resistente, não tendo muita tendência a adoecer. Por ser um cão resistente, muitos de sua raça chegam a passar dos 15 anos de idade, alguns chegando até mesmo aos 20. Fox Terrier é também muito conhecido por ser a raça do cão de Tintin, a personagem mais bem-sucedida da Herge e até de 1920-1930 nos quadrinhos.

Airedale Terrier


Sociável, muito elegante, e de porte grande, o Airedale Terrier é considerado o maior dos cães terriers de origem britânica e apresenta como uma de suas características mais marcantes, a típicapelagem áspera, de coloração preto e castanho.
Dotado de um olfato apuradíssimo, o Airedale Terrier foi desenvolvido para caçar nútrias dentro das tocas, que se localizavam às margens dos rios. Bom sabujo e excelente nadador, era usado ainda como retriever, cão de aponte e cão d'água.

Também considerado um bom cão de guarda, o Airedale Terrier foi originalmente criado por operários da pequena cidade de Leeds, situada às margens do rio Aire, em Yorkshire, Inglaterra. A raça foi criada a partir do cruzamento entre o antigo Terrier Preto e Castanho, hoje conhecido como Welsh Terrier, e o Otterhound. O Kennel Clube Inglês reconheceu formalmente a raça Airedale Terrier em 1886.
Sua função original era a de destruidor de ratos e caçador de toca, mas também desempenhava frequentemente outras atividades relacionadas a caça. Nessa época, os terriers acompanhavam os caçadores junto à matilha. Equanto os farejadores buscavam e perseguiam suas presas, os terriers eram responsáveis em desempenhar a difícil função de continuar a perseguição dentro das tocas. Esses cães precisavam, portanto, demonstrar, além de resistência para a perseguição, um elevado grau de coragem para enfrentar sozinhos a presa e arrancá-la de dentro das tocas, que eram escuras e apertadas. Mais tarde, a raça Airedale Terrier foi amplamente utilizada com grande bravura durante a Primeira Guerra Mundial para levar mensagens aos soldados e também para encontrar soldados feridos no campo de batalha.

A raça Airedale Terrier apresenta um caráter equilibrado, confiante, sempre alerta, corajoso, porém nunca agressivo. Costuma ser bastante amigável com estranhos, é agradável e sensível. Criado para caçar de forma independente, o Airedale Terrier é extremamente inteligente, no entanto é espirituoso e pode se mostrar um tanto teimoso. É um cachorro extremamente leal, porém pode ser desobediente, teimoso e demonstrar um caráter dominante em relação aos membros da família que ele considera submissos. É uma raça recomendada para proprietários experientes, que saibam ensinar com firmeza, calma e confiança, mas sem agressividade.
Pode desempenhar outras funções além das de caça, como por exemplo aquelas relacionadas aos trabalhos de pastoreio. Não apresenta dificuldade em trabalhar com o gado e animais domésticos, mas pode acabar agitando os animais se não estiver adequadamente treinado. É considerado um ótimo cão de companhia e costuma se relacionar muito bem com outros animais, até mesmo os de pequeno porte, como os gatos, especialmente se criado com eles desde cedo. A socialização precoce é sempre muito importante e necessária para a boa convivência com outros animais, incluindo cães, gatos e outros animais domésticos.

Galgo afegão


O Afghan Hound é um cão de aparência nobre, muito elegante, forte, de expressão oriental e imponente. Pelas formas extraordinariamente elegantes, os lebréis (galgos) foram durante séculos companheiros de príncipes e soberanos.
Como o próprio nome da raça sugere, o Afghan Hound é um lebrel de origem afegã, descoberto pelo mundo ocidental no século XIX. Seu passado mais remoto, entretanto, é pouco conhecido. As especulações sobre a origem da raça são muitas, e alguns acreditam que o Afghan Hound já existia no Egito há milhares de anos. Originalmente utilizado para a caça, os afghan hounds são versáteis, rápidos e muito ágeis.

Em seu país de origem, o Afghan Hound existe em três variedades: a de pelo curto, a de pelo em franjas e a de pelo longo e espesso, considerado o verdadeiro cão afegão das montanhas. Os tipos que podem-se encontrar perto da fronteira norte-oriental, isto é, perto do Irã, são de estatura alta e revelam claramente o seu parentesco com o Lebrel Persa (Saluki), de tipo dominante. O mesmo pode-se dizer do tipo das planícies baixas, mais curto, quase rechonchudo, talvez formado pelo cruzamento com pastores locais.
Como ambos os tipos fundamentais cumpriam tarefas distintas, também a sua constituição morfológica os distingue claramente. O afegão de franjas (tipo Saluki) vive nos desertos e estepes, corre grandes distâncias e possui um corpo mais alongado e membros posteriores um tanto retos, é um trotador típico.
O afegão da montanha é de estatura um pouco menor, o que lhe permite movimentar-se melhor sobre rochas, de dorso mais curto e membros posteriores muito angulados, sobre os quais se apoia para saltarvertiginosamente, é um típico galopador. Há ainda uma variedade mais, um tipo intermediário entre o Tazi Persa e o Tazi Afegão. o raríssimo Taigan Kirsghiz russo.

Os primeiros exemplares de Afghan Hound chegaram na Inglaterra no início do século 20, e um exemplar em específico, chamado Zardin, venceu de forma espetacular na exposição de 1907, realizada no Crystal Palace, em Londres. Ainda hoje é um glamuroso cão de exposição que deve combinar sua característica força e dignidade com uma longuíssima e sedosa pelagem, assim como uma certa expressão oriental.
Além de excepcional caçador, capaz de perseguir a presa se lhe for dada a oportunidade, o cão da raça Afghan Hound demonstra claramente, ainda hoje, o seu instinto e aptidão para o rebanho, sinal evidente de que corre por suas veias abundante sangue de pastor.
No cinema e na TV os cães da raça Afghan Hound também obtiveram seu espaço ao longo da história. Personagens caninos da raça estiveram em cena em vários filmes da Disney , como A Dama e o Vagabundo 2, 101 Dálmatas, 102 Dálmatas, entre outras produções cinematográficas como na comédia Marmaduke, de 2010. A raça também ficou conhecida após o anúncio da equipe de um cientista coreano que obteve com sucesso o primeiro clone canino, um Afghan Hound chamado Snuppy. Mesmo após controvérsias sobre os estudos realizados pela equipe, Snuppy foi reconhecido como o primeiro cão clonado da história.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ornitorrinco


O ornitorrinco (nome científico: Ornithorhynchus anatinus, do grego: ornitho, ave + rhynchus, bico; e do latim: anati, pato + inus, semelhante a: "com bico de ave, semelhante a pato") é um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia. É o único representante vivo da famíliaOrnithorhynchidae, e a única espécie do gênero Ornithorhynchus. Juntamente com as equidnas, formam o grupo dos monotremados, os únicos mamíferos ovíparos existentes. A espécie é monotípica, ou seja, não tem subespécies ou variedades reconhecidas.
O ornitorrinco possui hábito crepuscular e/ou noturno. Preferencialmente carnívoro, sua dieta baseia-se em crustáceos de água doce, insetos evermes. Possui diversas adaptações para a vida em rios e lagoas, entre elas as membranas interdigitais, mais proeminentes nas patas dianteiras. É um animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca; os adultos não têm dentes. A fêmea não possui mamas, e o leite é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais. Os machos têm esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Possui uma cauda similar a de um castor.
As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para a Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste. Hoje, ele é um ícone nacional da Austrália, aparecendo como mascote em competições e eventos e em uma das faces da moeda de vinte centavos do dólar australiano. É uma espécie pouco ameaçada de extinção. Em 2008 pesquisadores começaram a sequenciar o genoma do ornitorrinco e descobriram vários genes compartilhados tanto com os répteis como com as aves, mas cerca de 82% dos seus genes são compartilhados com outras espécies de mamíferos já sequenciadas, como o cão, a ratazana e o homem.
A espécie foi descrita pelo zoólogo George Shaw em 1799 como Platypus anatinus. O animal tinha sido descoberto pelos colonizadores europeus na Austrália em 1798 e uma gravura e uma pelagem tinham sido enviadas de volta ao Reino Unido pelo Capitão John Hunter, o segundo governador de Nova Gales do Sul. Os cientistas britânicos primeiramente estavam convencidos que se tratava de uma fraude. Shaw dizia que era impossível não se ter dúvidas quanto à sua verdadeira natureza, e outro zoólogo, Robert Knox, acreditava que ele podia ter sido produzido por algum taxidermista asiático. Pensou-se que alguém tinha costurado um bico de pato sobre o corpo de um animal semelhante a um castor. Shaw até mesmo tomou uma tesoura para verificar se havia pontos na pele seca
Independentemente, em 1800, a partir de uma amostra dada a ele por Sir Joseph Banks, Johann Friedrich Blumenbach descreveu a espécie como Ornithorhynchus paradoxus. O gênero Platypus descrito por Shaw já se encontrava pré-ocupado pelo Platypus descrito por Johann Friedrich Wilhelm Herbst em 1793 para um besouro coleóptero. Em 1800, Christian Rudolph Wilhelm Wiedemann cunhou um novo nome genérico para ornitorrinco, Dermipus, entretanto, Blumenbach já havia descrito o Ornithorhynchus. A espécie então foi recombinada para Ornithorhynchus anatinus.

Coala


Os coalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram seu alimento. Passam em média 14 horas por dia dormindo e descansando, e o restante em busca de alimento. Sua bolsa marsupial situa-se na barriga. O filhote fica lá até crescer, e depois fica agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.
Estes marsupiais encontram-se em via de extinção desde o início da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele. Hoje, a caça não é o maior risco mas sim as queimadas nas florestas, que matam muitos animais, e a eliminação das árvores onde vivem, tanto por queimadas quanto por lenhadores. Ao perder a sua casa e alimento, o coala se muda e pode chegar a povoamentos ou cidades, onde morre por atropelamento ou é caçado por cães.Os coalas são marsupiais só são encontrados na Austrália. A sua localização deve-se à separação entre aquele continente e outras massas terrestres antes que os mamíferos placentários pudessem se estabelecer ali. O coala acabou por ser vítima da caça e da destruição do seu habitat florestal. Antes da chegada da homem branco, em finais do século XVII, este marsupial ocupava uma superfície três vezes mais vasta do que a atual. Este animal foi recentemente introduzido ou reintroduzido em algumas ilhas perto da costa, bem como no interior do país. Estas novas populações foram o fruto de estudos científicos que deram valiosa contribuição para o conhecimento dos comportamentos da espécie.
O coala tem a cabeça pequena, o focinho curto e os olhos bem separados. O nariz é grosso e achatado, e está munido de grandes narinas em forma de V, com as fossas nasais muito desenvolvidas, que mexem no seu equilíbrio térmico.
Tanto os membros anteriores como os posteriores possuem cinco dedos. O polegar das patas posteriores é bastante pequeno, não sendo dotado de garras. Os outros dedos são fortes e terminam em garras alongadas. Nas patas posteriores, apenas o polegar é oposto aos outros dedos.
A pelagem é densa e sedosa, desempenha papel importante na regulação térmica e na proteção dos agentes atmosféricos. Como o coala não constrói um abrigo, dorme exposto ao sol e a chuva. A pelagem do dorso é muito densa e de uma coloração escura que absorve o calor. Torna-se mais escassa durante o verão e mais comprida durante o inverno.
Possui um bom equilíbrio e músculos possantes nas coxas, e quando escala uma árvore, a falta de cauda é compensada pelos dedos bastante largos e pelas garras muito desenvolvidas.
O intestino grosso, onde, por meio de fermentação bacteriana, se dá a digestão da celulose, é muito desenvolvido. O ceco, situado no início do intestino grosso, pode atingir 2,5 metros de comprimento. Além disso, possui na parede do estômago uma glândula complexa dita cardiogástrica que desempenha papel importante na digestão. A cloaca tem três funções: serve para o acasalamento, para urinar e defecar.

Samoieda

                                 
 
Estes cães viviam como parte da família nas tendas onde se escondiam o seu povo, nas quais um de seus “trabalhos” era manter as crianças aquecidas na cama. Os primeiros samoiedas vieram para a Inglaterra no final de 1800, mas nem todas essas primeiras importações foram o brancos e puros da raça como é conhecida hoje. Um desses cães foi apresentado à Rainha Alexandria que fez muito para promover a raça. Descendentes dos cães da rainha ainda podem ser encontrados em pedigrees modernos. Em 1906, o primeiro Samoieda veio para a América como um presente do Grão-Duque da Rússia Nicolau.
Enquanto isso, a raça foi se tornando um cão de trenó popular, porque ela era mais dócil do que outras raças de trenó. No início de 1900, os samoiedas faziam parte das equipes de trenó em expedições à Antártida e compartilhado no triunfo de alcançar o polo sul. Entre as façanhas da raça, juntamente com sua boa aparência que reluz, logo ganharam a atenção do público nos Estados Unidos, e sua popularidade tem crescido muito desde a Segunda Guerra Mundial. Embora as pessoas Samoiedas que eram nômades há muito que se estabeleceu em um só lugar, a raça que eles criaram têm viajado ao redor do mundo.
Ele é gentil e brincalhão, o Samoieda é um bom companheiro para uma criança ou pessoa de qualquer idade. É uma raça de cães intimamente ligados a família. Além disso, é amável com estranhos, outros animais de estimação e geralmente com outros cães. Costuma ser calmo dentro de casa, mas para isso essa raça inteligente precisa de exercícios diários físicos e mentais. Caso fiquem aborrecido poderão cavar e latir. É uma raça independente e muitas vezes teimosa, mas está disposto a agradar e é sensível aos desejos de sua família além de atender os pedidos de crianças.


O Samoieda é ativo e precisa de um bom treino todos os dias o que pode ser feito ´na forma de uma longa caminhada ou corrida ou uma sessão brincadeiras cansativas como pegar a bolinha. Ela prefere viver dentro de casa com sua família humana. Sua pelagem espessa necessita de ser escovada e penteada de duas a três vezes por semana, diária, quando estiver em faze de troca de pelos.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Onça Pintada


A onça-pintada (nome científico: Panthera onca), também conhecida por pintada, onça-verdadeira, jaguar, jaguarapinima, jaguaretê, acanguçu,canguçu, tigre e "onça-preta" (somente no caso dos indivíduos melânicos), é uma espécie de mamífero carnívoro da família Felidae encontrada nas Américas. É o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior do continente americano. Ocorria nas regiões quentes e temperadas, desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, estando, hoje, porém, extinta em diversas partes dessa região. Nos Estados Unidos, por exemplo, está extinto desde o início do século XX, apesar de relatos de que possivelmente ainda ocorre no Arizona.
Se assemelha ao leopardo fisicamente, se diferindo desse, porém, pelo padrão de manchas na pele e pelo tamanho maior. As características do seu comportamento e do seu habitat são mais próximas às do tigre. Pode ser encontrada principalmente em ambientes de florestas tropicais, mas também é encontrada em ambientes mais abertos. A onça-pintada está fortemente associada com a presença de água e é notável, juntamente com o tigre, como um felino que gosta de nadar. É, geralmente, solitária. É um importante predador, desempenhando um papel na estabilização dos ecossistemas e na regulação das populações de espécies de presas. Tem uma mordida excepcionalmente poderosa, mesmo em relação aos outros grandes felinos. Isso permite que ela fure a casca dura de répteis como a tartaruga e de utilizar um método de matar incomum: ela morde diretamente através do crânio da presa entre os ouvidos, uma mordida fatal no cérebro.
Está ameaçada de extinção e seu número está em queda. As ameaças à espécie incluem a perda e a fragmentação do seu habitat. Embora o comércio internacional de onças ou de suas partes esteja proibida, o felino ainda é frequentemente morto por seres humanos, particularmente em conflito com fazendeiros e agricultores na América do Sul. Apesar de reduzida, sua distribuição geográfica ainda é ampla.
A onça faz parte da mitologia de diversas culturas indígenas americanas, incluindo a dos maias, astecas e guarani. Na mitologia maia, apesar de ter sido cotada como um animal sagrado, era caçada em cerimônias de iniciação dos homens como guerreiros.